Há 2000 Mil Anos

Há 2000 Mil Anos
Uma História de Amor e Esperança

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Jesus

Nossa evolução espiritual e moral é muito pequena para definir a figura de Jesus. E nosso vocabulário muito pobre para descrever a grandeza desse espirito.

Lendo e relendo o Livro "Há Dois Mil Anos" anotei esse trecho:

"O que mais me assombrava - dizia Públio Lentulus, impressionado - é que Jesus não era, que se soubesse, um doutor da Lei ou sacerdote formado pelas escolas humanas. 
Sua palavra, entretanto, estava como que ungida de uma graça divina. 
O olhar sereno e indefinível penetrava o fundo da alma e o sorriso generoso tinha a complacência de quem, possuindo toda a verdade, sabia compreender e perdoar os erros humanos. 
Seus ensinos, diariamente meditados por mim, nestes últimos anos, são revolucionários e novos, pois arrasam todos os preconceitos de raça e de família, unindo as almas num grande amplexo espiritual de fraternidade e tolerância. 
A filosofia humana jamais nos disse que os aflitos e pacíficos são bem-aventurados no céu; entretanto, com as suas lições renovadoras, modificamos o conceito de virtude, que, para o Deus soberano e misericordioso das Alturas, não está no homem mais rico e poderoso do mundo, mas no mais justo e mais puro, embora humilde e pobre".

*****

Esse, é o JESUS de quem tanto falamos, muitas das vezes por hábito. E muitos até usam o seu NOME para engrandecimento pessoal, e até para agredir e defender interesses.
Ainda hoje somos aquelas mesmas pessoas que o apedrejaram e pregaram na cruz porque somos incapazes de um gesto de piedade. Somos piedosos com quem comunga os mesmos interesses, qual o mérito que existe nisso?
Jesus é simbolo de amor, perdão, humildade, solidariedade. 
É a solução perfeita para resolvermos todas as angustias, principalmente as que vivenciamos nos dias de hoje.
Somos os errantes nos caminhos da vida. A meta é chegar lá. Só não sabemos quando.
Mesmo assim sabemos que nos assiste e nos dará forças e coragem para perdoar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Nos derradeiros minutos de Pompeia

Há dois mil anos
Romance de Emmanuel


Em radiosa manhã do ano de 79, toda a Pompeia despertou em rumores festivos.

A cidade havia recebido a visita de um ilustre questor do Império e, naquele dia, todas as ruas se movimentavam em alacridade barulhenta, aguardando-se, para breves horas, as festas deslumbrantes do anfiteatro, com que a administração desejava celebrar o evento, em meio da alegria geral.

Para o velho senador Públio Lentulus, o acontecimento se revestia de importância especial, porquanto o distinto hóspede de Pompeia lhe trazia significativa mensagem, bem como honrosas deferências de Tito Flavius Vespasiano, então imperador, na sucessão de seu pai.

Ainda mais.

No séquito do questor ilustre vinha, igualmente, Plínio Severus, em plenitude de maturidade, totalmente regenerado e julgando-se agora redimido no conceito da esposa e daquele que seu coração considerava como pai.

Nesse dia, enquanto Ana comandava, verbalmente, as atividades domésticas nos preparativos da recepção, mobilizando escravos e servos numerosos, Públio e filha se abraçavam comovidos, em face da surpresa que o destino lhes reservara, embora tardiamente. Avisados por mensageiros da caravana de patrícios ilustres, davam larga às emoções mais gratas do espírito, na doce perspectiva de acolherem o filho pródigo, tantos anos distante de seus braços amigos.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Lembranças amargas - Segunda Parte IX

Há dois mil anos
Romance de Emmanuel


Logo após os penosos acontecimentos de 70 e de conformidade com os desejos de Flávia, o senador passou a residir na vivenda confortável que ele possuía em Pompeia, longe dos bulícios da Capital. 

Ali poderia entregar-se melhor às suas meditações.

Para lá transportara então, o velho político, todo o seu volumoso arquivo, bem como as lembranças mais carinhosas e mais importantes da sua vida. Dois libertos gregos, extremamente cultos, foram contratados para os trabalhos de escrita e leitura, e assim é que, no seu retiro, se mantinha ao corrente de todas as novidades políticas e literárias de Roma.

Nesses tempos recuados, quando o homem se encontrava ainda longe dos benefícios preciosos da invenção de Gutenberg, os manuscritos romanos eram raros e sumamente disputados pelas elites intelectuais da época. Uma casa editora dispunha, quase sempre, de uma centena de escravos calígrafos, inteligentes, que confeccionavam mais ou menos mil livros por ano.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Na destruição de Jerusalém - Segunda Parte VIII

Há dois mil anos
Romance de Emmanuel


Mais de dez anos correram, silenciosamente amargurados, depois de 58, sobre a vida comum das personagens desta história.

Somente em 68, conseguira a política conciliatória de grande número de patrícios, entre os quais Públio Lentulus, o definitivo afastamento de Domício Nero e suas nefandas crueldades. Todavia, a ascensão de Galba durara poucos meses e aquele ano de 69 ia definir grandes acontecimentos na vida do império.

Lutas numerosas encheram a cidade de pavor e sangue. A terrível contenda entre Otão e Vitélio dividira todas as classes da família romana em facções hostis, que se odiavam ao extremo.

Afinal, a famosa batalha de Bedriaco dava o trono a Vitélio, que instaurou novo círculo de crueldades em todos os setores políticos.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Teias do infortúnio - Segunda Parte VII

Há dois mil anos
Romance de Emmanuel


Parecia que o ano 58 estava destinado a assinalar os mais penosos incidentes para a vida do senador Lentulus e a de sua família.

A morte de Calpúrnia e o falecimento inesperado de Lívia, dolorosos acontecimentos que impuseram à casa um luto permanente, obrigaram Plínio Severus a conchegar-se um pouco mais ao ambiente doméstico, onde instituíra uma trégua aos seus desatinos de homem ainda novo, para viver em relativa calma ao lado da esposa.

Aurélia, contudo, na violência de suas pretensões, não descansava.

Conseguindo introduzir uma serva astuta junto de Flávia, de conformidade com antigo projeto da sua mentalidade doentia, iniciou a sinistra execução de um plano diabólico, no sentido de envenenar, vagarosamente, a rival retraída e desditosa.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Alvoradas do Reino do Senhor - Segunda Parte VI

Há dois mil anos
Romance de Emmanuel


Reportando-nos à dolorosa e comovedora cena do sacrifício dos mártires cristãos, na arena do circo, somos compelido a acompanhar a entidade de Lívia na sua augusta trajetória para o Reino de Jesus.

Nunca os horizontes da Terra foram brindados com paisagens de tanta beleza, como as que se abriram nas esferas mais próximas do planeta, quando da partida em massa dos primeiros apóstolos do Cristianismo, exterminados pela impiedade humana, nos tempos áureos e gloriosos da consoladora doutrina do Nazareno.

Naquele dia, quando as feras famintas estraçalhavam os indefesos adeptos das ideias novas, toda uma legião de espíritos sábios e benevolentes, sob a égide do Divino Mestre, lhes rodeava os corações dilacerados no martírio, saturando-os de força, resignação e coragem para o supremo testemunho de sua fé.
Sobre as nefastas paixões desencadeadas naquela assistência ignorante e impiedosa, desdobravam os poderes do céu o manto infinito de sua misericórdia, e além daquele vozerio sinistro e ensurdecedor havia vozes que abençoavam, proporcionando aos mártires do Senhor uma fonte de suaves e ditosas consolações.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Nas catacumbas da fé e no circo do martírio - Segunda Parte V

Há dois mil anos
Romance de Emmanuel


No dia imediato à cena que acabamos de descrever, vamos encontrar, juntas, as duas grandes amigas que, longe de serem a senhora e a serva, eram duas almas unidas pelos mesmos ideais, ligadas pelos elos mais santos do coração.
Ana acabava de chegar a casa, depois de cumprir algumas obrigações no Fórum Olitorium, quando, encontrando Lívia mais a sós, lhe disse confidencialmente:
- Senhora, hoje à noite uma nova voz se levantará no santuário das catacumbas, para as pregações da nossa fé. Amigos nossos me avisaram, esta manhã, que, já há alguns dias, se encontra na cidade um emissário da igreja de Antioquia, chamado João de Cleofas, portador de significativas revelações para nós outros, os cristãos desta cidade...
Lívia deixou transparecer um clarão de íntimo contentamento nos olhos, exclamando: 
- Ah! sim... havemos de ir hoje às catacumbas. Tenho necessidade de comungar com os nossos irmãos de crença, nas mesmas vibrações da nossa fé! Além disso, preciso agradecer ao Senhor a misericórdia das suas graças imensas...

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